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Fonte: ABIEF

Plástico ajuda a elevar a produtividade em 30%   

Com o avanço da inovação, hoje é possível controlar o crescimento de ervas daninhas a partir de filme plástico. A Braskem desenvolveu, em parceria com a Electro Plastic, produto chamado mulching, que pode ser aplicado em culturas como alface, tomate, morango e, mais recentemente, na plantação de laranja. "O grande objetivo é barrar a passagem de luz para evitar o crescimento de ervas daninhas, que competem pelos nutrientes do solo com o alimento. Com isso, é possível reduzir a quantidade de agrotóxicos", explica Ana Paiva, especialista em desenvolvimento de mercado da Braskem.

O lado branco, de fora, reflete a luz e não absorve tanto calor; o preto, de dentro, barra o sol e a fotossíntese, provocando a retenção de água, já que a evaporação é reduzida. Para aplicação em pés de laranja, o produto, que está em testes há dois anos e meio, dura 18 meses, mas, dependendo do manejo, pode ganhar mais um ano. "O resultado, porém, que evita o aparecimento de ervas daninhas, se estende por dez anos, já que a partir de dois anos e meio, em média, o mulching não é mais necessário pelo fato de a árvore já fazer sombra", complementa Cristiano Rolla, gerente comercial da Braskem.

Ana sustenta que o investimento se paga em seis meses, já que, sem ervas daninhas, diminui-se consideravelmente o gasto com carpina. Além disso, o volume da copa da árvore cresce até 67% mais que em áreas sem mulching, isso, comparando plantas dentro de uma mesma fazenda, destaca. "A produtividade fica até 30% maior em massa, ou seja, peso."

Outra inovação também gerada a partir de resinas é o silobouça de plástico, túnel que guarda até 200 toneladas de grãos que precisam ser armazenados até o momento da venda, mas não cabem mais no silo principal, o metálico, que geralmente tem capacidade de 100 mil. "Ele vai complementar o espaço para armazenar e a um custo bem menor, já que é descartável", diz a especialista. "No Brasil sempre tivemos área, mas, nos últimos anos, a produtividade vem crescendo em velocidade acima da do aumento dos terrenos. Como não há lugar para armazenar para todo mundo, que colhe ao mesmo tempo, e o preço do frete é alto, o que encarece os gastos com o produto, é uma solução acessória. Na Europa, onde o espaço é exíguo, o consumo de plástico é bastante disseminado", completa Rolla. Para se ter ideia, no País é usado um décimo de todo o plástico voltado à agricultura adotado na China e nos Estados Unidos.

A Braskem possui, ainda, estufa (estrutura metálica com cobertura de filme plástico) que controla a velocidade de secagem do cacau. "Um chocolate gourmet, por exemplo, que exige melhor qualidade gerada nesse processo, pode gerar o dobro do ganho para o produtor", diz Ana. "Sem contar que é usada energia solar, tem apelo sustentável", destaca Rolla. Essa tecnologia, lançada no fim do ano passado, pode ser adaptada ao café também.